O Leilão Judicial é a venda pública de coisa móvel ou imóvel, determinada por uma ordem judicial visando à satisfação de um crédito reclamado numa ação. Já o Leilão Extrajudicial não necessita da autorização judicial e objetiva a venda pública de bens que tenham sobre si alguma dívida de financiamento ou, ainda, quando um particular voluntariamente deseja liquidar um bem.

Um leilão, via de regra, é realizado em duas datas distintas. Na primeira, o pretendente pode comprar o bem apenas por valor superior ao da avaliação. Caso o bem não seja vendido na primeira data, o interessado poderá arrematá-lo pela melhor oferta na segunda data prevista para o leilão.

Sobre o valor da arrematação serão acrescidos 5% de comissão ao Leiloeiro e 0,25% de I.S.S., e posteriormente, 1% de custas de cartório até o máximo permitido por lei, a serem recolhidos pelo Arrematante. O valor da arrematação deve ser pago à vista, imediatamente após o término do Leilão.

O chamado "Direito e Ação" sobre um imóvel ocorre nas hipóteses em que o possuidor não registrou seu título aquisitivo da propriedade no Registro Imobiliário competente. Por isso, é possível que vá a Leilão o "direito e ação" relativo a um imóvel. Nesses casos, o que se estará vendendo não será a propriedade, mas apenas o direito de obtê-la após satisfazer os requisitos legais.

Esse termo significa que os débitos porventura existentes sobre o bem ficarão garantidos pelo valor pago pelo arrematante. Entretanto, isso só ocorrerá se, após a satisfação do crédito que está sendo executado naquela ação, ainda restar saldo suficiente para a quitação dos demais débitos.

O arrematante não assume o débito hipotecário do imóvel desde que o credor hipotecário tenha sido regularmente notificado das datas do leilão, para que assim possa exercer o seu direito de preferência. Caso o credor hipotecário não exerça este direito de preferência no ato do leilão, a hipoteca será extinta.

No caso de leilão judicial, prevê o art.19 do CPC que caberá ao executado arcar com as despesas dos atos a que deu causa, podendo o credor adiantar as despesas relativas ao leilão, já que ele é o maior interessado no prosseguimento do feito.

É altamente recomendável ao interessado em arrematar um bem em Leilão, principalmente se for imóvel, que contrate a assessoria de um advogado, não só para a diligente observação dos itens aqui mencionados, como também no acompanhamento e posterior obtenção da Carta de Arrematação, Imissão de Posse do Imóvel, e providências para sua desocupação, que poderá, em alguns casos, necessitar de ação de despejo.